Sentada estou. A minha frente está uma senhora que nem conheço direito, parece ser uma grande amiga da minha avó; ao meu lado esquerdo tenho minha prima em prantos; ao meu lado direito uma pessoa que nunca vi mais inchada na minha vida. O que fazer agora, tenho que ser forte.
Espero tudo acabar e quando chegar em casa só quero um banho e uma boa noite de sono, aquela noite que jamais tive na minha vida. Jurei para mim mesma que não irei chorar, já faz um tempo desde que recebi a notícia e foi como se um lado de mim se fora, simplesmente desabou como uma folha que no outono cai do topo da árvore. Agora vem a pior parte, fecharam-se as tampas, todo mundo chorando, caído.
Agora é só terra, cimento, tijolo e tudo está enterrado e quando dou por mim, estou sozinha. Agora posso chorar, posso virar aquela menina que nos braços dela chorava a noite por causa do escuro ou por causa dos trovões de uma tempestade, a única diferença é que não tenho mais ela.
Chego em casa e é como se todo aquele peso que eu estava sentido se esvanecesse ao ver todas as lembranças dos dias felizes em que passamos juntas.
Descanso. Descansou. Cessou, agora banho e cama.
(História não verídica)Juh*Rangel

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