quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Qual a cor do amor?
A língua procurando a outra
E vendo se a boca combina
Se combina o beijoMeio caminho andado
Depois é a pele
Se a textura vale
O pelo com pelo
Ou o pelo com o seu pelo
Ou os pelos com meu pelo
Ou o medo
Depois o cheiro
Um procura no outro
O cheiro de colônia ou
O cheiro de prazer
E os dois se embriagam
Ou vão até o banheiro
Depois a cor
O amor tem cor?
Cada amor tem uma cor
Cada beijo tem uma cor
Cor de caramelo doce
Cor de madrugada fria.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
das Mulheres
sou mística, batizada na igreja protestante,
concomitantemente pagã, panteísta por instinto,
às vezes ibeji, Rosinha da Praia, noutras vezes pombagira,
em noites de lua cheia faço lá minhas reverências,
sou Lilith, feiticeira das bravas.
prefiro os bodes aos que desmerecem a condição humana,
sacrifico as daminhas de unhas francezinhas,
os pobres Jeremias, os que vedam O tesão,
os que ilusioramente enfraquecem o forte,
os que não fazem uso do cérebro, tampouco do coração,
os que menosprezam a linguagem do corpo,
os que colocam uma mordaça na bocarra da alma,
os que fogem do sim com o não,
os que fogem do não com o talvez,
os que com o talvez trocam de veste e te
emprestam a própria camisa de força,
os que chegam com as idéias prontas,
passadas de geração à geração.
sem preâmbulos, reticências, sem doses comedidas,
sem as faces empilhadas no mausoléu da prudência,
todas as minhas mulheres em todas as esquinas,
Isaura na cópula, Maria diante da bacia d’água,
Marta dona de casa, Joana d’Arc na vida prática,
mãe canguru com o mundo em seu marsúpio.
gostam do batuque, da flauta hipnótica,
do interior rubro, do exterior atípico,
no pescoço uma mão lascivamente máscula,
nos lábios o lilás que um beijo agressivo traz,
possuem serpentes na cabeça e subindo pelas pernas,
Marias Madalenas, Teresas Batistas Cansadas de Guerra,
Sabinas, Sylvias, Bovarys, Hildas, Medéias,
até as Pollyannas vez em quando me demandam.
livram-se elegantemente das correntes enferrujadas,
levam na cabeça toda água do Pacífico dentro dum único vaso,
minhas mulheres também são salamandras,
alimentam-se de fogo e alimentam os seus com a mesma chama,
Anas, Ísis, amazonas, ninfas, Clarices, Diadorins, Afrodites,
minhas mulheres são assim, meio fêmeas, meio machas,
mas jamais homenzinhos, mulherzinhas só em tempos
de talhos inevitáveis, entrementes vão da dor ao
desprezo como um raio, cicatrizam suas
feridas como felinas, com a saliva da própria língua.
mas antes são delas mulheres distintas,
minhas mulheres são todas vocês,
que assim como eu estafadas estão do encargo
de serem ininterruptamente,
Mulheres.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Carta à um amor doentio
Depois que eu te conheci me apaixonei mais ainda. No segundo mês nós já estávamos vivendo uma vida de casados, porém, como toda vida de casados, ocorrem brigas, das quais eu nunca me recuperei até hoje,pois hoje darei o ultimato para acabar com esse sofrimento, e pouparei a pessoa que realmente me ama sofrer esse dano que irei fazer.Baile de Máscaras
quarta-feira, 29 de junho de 2011
A volta...
Beijos e se deliciem com meus posts... Ou não!
Fairy Tail - Episódio 84
"A forma de um coração que ama é para todos."
"Viu? Quando conseguimos ver a forma de nossos corações, nossas asas nos levarão em frente!"
segunda-feira, 14 de março de 2011
Luz Dos Olhos
Dona dos meus olhos é você, avião no ar
Um dia pra esses olhos sem te ver é como o chão do mar
Liga o rádio a pilha e a TV só pra você escutar...
A nova música que eu fiz agora
Lá fora a rua vazia chora
Os meus olhos vidram ao te ver, são dois fãs, um par
Pus nos olhos vidros pra poder melhor te enxergar
Luz dos olhos, para anoitecer é só você se afastar
Pinta os lábios para escrever a tua boca em minha...
Que a nossa música eu fiz agora
Lá fora a Lua irradia a glória
E eu te chamo
Eu te peço vem
Diga que você me quer porque eu te quero também
Faço as pazes lembrando
Passo as tardes tentando lhe telefonar
Cartazes te procurando
Aeronaves seguem pousando sem você desembarcar
Pra eu te dar a mão nessa hora
Levar as malas pro fusca lá fora
E eu vou guiando
Eu te espero, vem
Siga onde vão meus pés porque eu te sigo também
Eu te amo, oh
Eu te peço vem
Diga que você me quer porque eu te quero também...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Avó
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
I.
Mais uma vez a bola de neve explode. O que será que está acontecendo comigo? Uma exímia construtora de bonecos de neve jamais pode deixar que isso aconteça e hoje já aconteceu quatro vezes a partir do momento que eu comecei a contar. Deve ser porque minha cabeça não está aqui neste exato momento, meus pensamentos estão voando mais que a velocidade da luz. Não devia tê-lo beijado antes de ele falar o que tinha para dizer, desde o momento em que me chamou pra conversar, como naquele ditado, apressado come cru e quente e dessa vez eu comi uma coisa mais gelada que a neve do meu boneco.
É melhor eu ir pra casa, mas antes irei tomar um chocolate bem quente.
Chegando ao café, quem eu menos queria encontrar estava lá, lindo, perfeito, com seus cabelos cor de capim dourado e seus olhos rindo na direção de seu amigo, parece que ele está lhe contando algo muito engraçado, é melhor eu me sentar bem longe, não quero olhar em seus olhos depois da vergonha de ontem.
Depois de alguns minutos sentada na mesa a garçonete veio me servir e junto trouxe um bilhete:
“Apressada. Ontem foi tudo muito rápido, espero que hoje compense o tempo curto de ontem.”
Eu não acreditei na leitura que acabo de fazer, “aonde escondo o meu rosto? Como ele me viu? E por que me escreveu aquilo?”. Quando olho para cima o vejo vindo em minha direção, seu amigo havia ido embora ao instante em que me entregaram o bilhete.
-Oi. – diz ele sorridente.
-Oi, só deixe eu lhe fazer uma pergunta – estava totalmente confusa e não sabia como iria perguntar aquilo – Por um acaso quando eu te beijei ontem e você parou o ato inusitado e atrevido e começou a falar sobre um anel e um pedido, o que exatamente você quis dizer?
-Aquilo que toda mulher quer um dia, perguntei se você quer casar comigo, mas antes que eu pudesse lhe mostrar o anel e fazer o pedido recebi um beijo inesperado, o que deu na sua cabeça? Do nada me beijou! – Me disse lindamente com aqueles olhos olhando profundamente nos meus.
-Eu tive um surto de “que se dane o que pensarem de mim, irei fazer o que eu sempre quis fazer”. Pensei que você estivesse de namoro com a minha melhor amiga quando te vi na outra semana!? Mais espera só um pouco, eu estou aqui falando essas coisas enquanto você jogou no ar a pergunta mais importante da minha vida. Eu não sei se eu grito ou se eu rio, choro de alegria ou se eu te beijo ou se eu apenas digo sim, estou confusa... Não quanto a pergunta mas sim com os meus sentim...
Antes que eu pudesse terminar aquela ladainha, que estava ficando cada vez pior enquanto eu tentava consertar, ele me beijou. O beijo mais doce, mais romântico, mais lindo e mais apaixonado que alguém me deu nos últimos tempos, acho que nem com todas essas palavras que eu acabo de falar conseguiria expressar o que senti naquele instante. E depois disso vocês já podem desconfiar o que aconteceu.
Juh*Rangel
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Estágios do amor desesperado
Loucura...
Loucura é amar a pessoa mais escrota do mundo.
Devaneio...
Apenas um colapso que faz com que você,
Simplesmente, ame essa pessoa.
Realidade...
Vem depois do primeiro tapa,
Do primeiro olho roxo,
Do primeiro sangue nas mãos.
Normalidade...
Bichos escrotos apunhalados no mais fundo oceano de mágoa,
Oceano de incertezas,
Oceano de culpa.
Felicidade...
Ver o bicho escroto se afogar em cada um dos oceanos.
By: Juh*Rangel



