quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Avó
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
I.
Mais uma vez a bola de neve explode. O que será que está acontecendo comigo? Uma exímia construtora de bonecos de neve jamais pode deixar que isso aconteça e hoje já aconteceu quatro vezes a partir do momento que eu comecei a contar. Deve ser porque minha cabeça não está aqui neste exato momento, meus pensamentos estão voando mais que a velocidade da luz. Não devia tê-lo beijado antes de ele falar o que tinha para dizer, desde o momento em que me chamou pra conversar, como naquele ditado, apressado come cru e quente e dessa vez eu comi uma coisa mais gelada que a neve do meu boneco.
É melhor eu ir pra casa, mas antes irei tomar um chocolate bem quente.
Chegando ao café, quem eu menos queria encontrar estava lá, lindo, perfeito, com seus cabelos cor de capim dourado e seus olhos rindo na direção de seu amigo, parece que ele está lhe contando algo muito engraçado, é melhor eu me sentar bem longe, não quero olhar em seus olhos depois da vergonha de ontem.
Depois de alguns minutos sentada na mesa a garçonete veio me servir e junto trouxe um bilhete:
“Apressada. Ontem foi tudo muito rápido, espero que hoje compense o tempo curto de ontem.”
Eu não acreditei na leitura que acabo de fazer, “aonde escondo o meu rosto? Como ele me viu? E por que me escreveu aquilo?”. Quando olho para cima o vejo vindo em minha direção, seu amigo havia ido embora ao instante em que me entregaram o bilhete.
-Oi. – diz ele sorridente.
-Oi, só deixe eu lhe fazer uma pergunta – estava totalmente confusa e não sabia como iria perguntar aquilo – Por um acaso quando eu te beijei ontem e você parou o ato inusitado e atrevido e começou a falar sobre um anel e um pedido, o que exatamente você quis dizer?
-Aquilo que toda mulher quer um dia, perguntei se você quer casar comigo, mas antes que eu pudesse lhe mostrar o anel e fazer o pedido recebi um beijo inesperado, o que deu na sua cabeça? Do nada me beijou! – Me disse lindamente com aqueles olhos olhando profundamente nos meus.
-Eu tive um surto de “que se dane o que pensarem de mim, irei fazer o que eu sempre quis fazer”. Pensei que você estivesse de namoro com a minha melhor amiga quando te vi na outra semana!? Mais espera só um pouco, eu estou aqui falando essas coisas enquanto você jogou no ar a pergunta mais importante da minha vida. Eu não sei se eu grito ou se eu rio, choro de alegria ou se eu te beijo ou se eu apenas digo sim, estou confusa... Não quanto a pergunta mas sim com os meus sentim...
Antes que eu pudesse terminar aquela ladainha, que estava ficando cada vez pior enquanto eu tentava consertar, ele me beijou. O beijo mais doce, mais romântico, mais lindo e mais apaixonado que alguém me deu nos últimos tempos, acho que nem com todas essas palavras que eu acabo de falar conseguiria expressar o que senti naquele instante. E depois disso vocês já podem desconfiar o que aconteceu.
Juh*Rangel
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Estágios do amor desesperado
Loucura...
Loucura é amar a pessoa mais escrota do mundo.
Devaneio...
Apenas um colapso que faz com que você,
Simplesmente, ame essa pessoa.
Realidade...
Vem depois do primeiro tapa,
Do primeiro olho roxo,
Do primeiro sangue nas mãos.
Normalidade...
Bichos escrotos apunhalados no mais fundo oceano de mágoa,
Oceano de incertezas,
Oceano de culpa.
Felicidade...
Ver o bicho escroto se afogar em cada um dos oceanos.
By: Juh*Rangel
